

-Até logo -disse a crescida criança beijando a face daquela que dormia- Nunca se esqueça que te amo.
Ela tentava esconder as malas atrás de si, apesar de possuir corpo de mulher, seus rosto lembrava a uma boneca, a pele era descorada e suave, seu olhos, negros e profundos, que faziam de tudo para segurar o choro enquanto a boca articulava aquelas duras palavras.
As frases dirigiam-se a uma garotinha, que já dormia, a garota exalava a inocência que só as crianças possuem, provavelmente não ouvira uma única palavra. A semelhença entre as duas era tanta, que logo podia perceber que se tratava de mãe e filha.
Apesar de não escutar uma só palavra, a filha sentira o beijo, a mãe desejava que ele tivesse sido quente e acolhedor, mas pela careta solta em meio ao sonho da criança, a mulher percebeu que o ato de amor e carinho fora desconfortante. O beijo era gélido, tão frio e distante que fizera o corpo dela estremecer.
Os olhos não conseguiram mais cumprir sua tarefa, as lágrimas caíam, escorriam ligeiras pelas bochechas e cantos da boca até se encontrarem no centro daquele delicado queixo, sem caminho para seguir, jogavam-se suícidas, espatifando-se no ombro e cobertores da filha.
Então segurou as malas e partiu.
Ao amanhecer do dia seguinte, a criança acordou anciosa, sentia uma vontade de abraçar sua mãe como nunca sentira antes, correu para o quarto dos pais, mas nada encontrou, foi sorrateira até o banheiro do casal, para fazer-lhe uma surpresa.
De repente ficou pasma ao se deparar com a figura do pai, chorando, segurando o corpo sem vida da mãe dentro da banheira, estava inerte, não conseguia mover um músculo. Lá estava sua amiga e protetora, o corpo emergia da água cor de vinho, a menina pequenina notara os profundos cortes no pulso.
Passado um tempo, começou a se lembrar de um sonho noite passada, aonde ouvia a doce voz de sua mãe, estava em um lugar escuro e chuvoso, sentia muito frio. Ela estava sozinha.
Sabia que o sonho se concretizara, e sabia que nada a traria de volta, tudo o que poderia fazer de agora em diante seria sonhar, sonhar com aquele doce e quente verão, que por entre flores recebia um abraço forte daquela que apesar de tudo, sempre será a sua mãe.
Foi ao lado do pai, encostou-se naquele garoto perdido, que antes era um homem forte e viril, e balbuciou algumas palavras antes de desatar em choro.
-Eu te perdoo.
-Larissa M. Arten.
Entendi… eu posto dó no tumblr mesmo, nunca soube mecher em blogs haha
Passa seu blog depois?
Oii mari… então tenho já faz um tempinho, preciso voltar a escrever ^^
Você escreve no tumblr também ou só no blog?

São os gestos mais simples, feitos sem pensar nas consequências que me fazem te amar a cada dia mais.
Sou grata por ter assistido você crescer e se tornar a pessoa mais paciente, doce, meiga e humana que eu já conheci.
Obrigada por salvar uma vida, que para muitos não seria importante.
Te amo.
Larissa M. Arten para Ronald P.

De uma coisa eu tenho certeza, os melhores e os piores dias da minha vida foram passados do seu lado.
Apesar dos piores dias serem mais frequentes, a intensidade, alegria e paixão que sinto quando estamos juntos, fazem com que todos esse dias ruins sejam substituidos por um único passar de minuto quando estamos bem.
Te amo, a cima de tudo que foi bom ou ruim, te amo simplesmente por te amar.
Larissa M. Arten.